O “Meio” ambiente, não se refere à metade, e sim ao todo, ao conjunto das condições biológicas, físicas e químicas nas quais os seres vivos se desenvolvem, também, as circunstâncias culturais, econômicas e sociais do indivíduo.
É inteiro, é completo, é complexo, representa tudo e todos.
Hoje, dia 05 de junho, é considerado o dia mundial do meio ambiente. Data que surgiu em 1972, na conferência da ONU em Estocolmo, Suécia, quando a sociedade científica detectou que o modelo de desenvolvimento traçado na revolução industrial, em grande escala e com fluxo ascendente, acarretaria graves impactos ambientais ao planeta Terra.
A poluição atmosférica alardeada na ocasião, através da produção de gases, em especial o gás carbônico, tem sido o grande vilão do aquecimento global, e consequentemente das mudanças climáticas, vivenciadas hoje através de catástrofes naturais.
Como se não bastassem, ar sendo envenenado, há outras poluições no meio em que vivemos; hídrica: rios e nascentes contaminados; solo: elementos químicos prejudiciais e resíduos sólidos; poluição sonora: níveis que superam os considerados normais para os seres humanos; poluição visual: excesso de elementos ligados à comunicação; e, poluição luminosa: excesso de luz artificial.
Há tempos e por muito tempo, pensava-se que o meio ambiente era uma fonte inesgotável de recursos, e que toda ação de aproveitamento da natureza fosse infinita.
Hoje é sabido que os recursos naturais são finitos e com o aumento da poluição, em escala mundial, surgi dados alarmantes de levantamentos acadêmicos para reflexão, só não sei se em tempo:
- Por ano a ação humana produz na atmosfera 27 bilhões de gás carbônico, esse volume corresponde a uma montanha de gás de 1 km de altura por 1 km de extensão;
- Por ano é extinto 70 a 100 mil espécies de seres vivos;
- Em um ano de consumo, nestas condições sistêmicas, o planeta necessita de um ano e meio para regenerar-se.
Que nesta data querida, mundialmente celebrada, que localmente e individualmente, possamos seguir o conceito dos R’s:
Respeitar a todos os seres vivos;
Rejeitar este consumo desenfreado e destrutivo;
Repensar em atitudes em prol do meio ambiente;
Reusar e Reutilizar materiais em condições; e,
Reciclar tudo que for possível, inclusive idéias.
Fonte das informações científicas: Anotação pessoal da palestra apresentada pelo teólogo Leonardo Boff, em 21 de maio de 2013, em Jundiaí.
Eco Ação
Em seu extenso territórrio, o Japi é considerado Santuário – Patrimônio, possui protocolos legais de preservação em todas as esferas, desde os municipais (municípios que o Japi se insere – Jundiaí, Cabreúva, Pirapora do Bom Jesus e Cajamar), estadual (APA Cajamar, Cabreúva e Jundiaí, e CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), federal (Mata Atlântica, Sistema de Unidades de Conservação e Área de Preservação Permanente) e internacional (Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo).
Sua importância sublime foi referendada com esse ato internacional da ONU, decretando-a patrimônio da humanidade.
Mesmo com todas estas designações, infelizmente a luta para manter o Japi VIVO é árdua com entraves e enclaves, que objetiva a continuidade dos serviços ambientais fornecidos à coletividade não somente no presente, mas para as futuras gerações que ainda estão por vir.
Algumas ações contribuem para este ideal, como as pesquisas científicas, educação ambiental em todas as vertentes, políticas de desenvolvimento sustentável, gestão aplicada, monitoramento ambiental, plano de manejo, entre outras que podemos e devemos fazer, ou exigir dos poderes públicos.
Não podemos mais permitir o flagelo ao Japi! As atividades humanas – ações antrópicas, que interferem e impactam o meio, devem cessar, serem denunciadas e renunciadas.
Atentemos para estas ações; desvios e intervenções de cursos d’água, edificações irregulares, parcelamento do solo, uso das estradas para atividades altamente degradáveis, abandono de animais domésticos, despejos de entulho e lixo, prática de caça, prática de cultos religiosos, ateamento de fogo, desmatamento, atividades com grau intenso de som e outras.
DENUNCIE !! O JAPI AGRADECE E AS FUTURAS GERAÇÕES TAMBÉM!!
Sua importância sublime foi referendada com esse ato internacional da ONU, decretando-a patrimônio da humanidade.
Mesmo com todas estas designações, infelizmente a luta para manter o Japi VIVO é árdua com entraves e enclaves, que objetiva a continuidade dos serviços ambientais fornecidos à coletividade não somente no presente, mas para as futuras gerações que ainda estão por vir.
Algumas ações contribuem para este ideal, como as pesquisas científicas, educação ambiental em todas as vertentes, políticas de desenvolvimento sustentável, gestão aplicada, monitoramento ambiental, plano de manejo, entre outras que podemos e devemos fazer, ou exigir dos poderes públicos.
Não podemos mais permitir o flagelo ao Japi! As atividades humanas – ações antrópicas, que interferem e impactam o meio, devem cessar, serem denunciadas e renunciadas.
Atentemos para estas ações; desvios e intervenções de cursos d’água, edificações irregulares, parcelamento do solo, uso das estradas para atividades altamente degradáveis, abandono de animais domésticos, despejos de entulho e lixo, prática de caça, prática de cultos religiosos, ateamento de fogo, desmatamento, atividades com grau intenso de som e outras.
DENUNCIE !! O JAPI AGRADECE E AS FUTURAS GERAÇÕES TAMBÉM!!
05 junho 2013
22 maio 2013
Uma porção de Mata: Atlântica
Nos perímetros de Jundicity
respira-se ares de mata, Mata Atlântica, a floresta com a maior biodiversidade
mundial.
Nos mesmos perímetros,
rural, resguarda-se uma porção desta floresta, fragmento florestal que
pertence ao que restou deste bioma.
No lado sudoeste da cidade,
a Serra do Japi é o local da mostra ao ar livre deste exemplar verde atlântico.
Seus medianos morros
aplainados são recobertos por fragmentos florestais nativos, caracterizados como
clímaces, o que significa que a vegetação atingiu um estágio estável, resultado
do processo de conservação de aproximadamente 65 anos.
Este tempo de regeneração da
floresta só foi concedido por que: o solo do Japi é pobre, dificultando
agricultura local; a topografia é íngreme e irregular, incompatível para
pecuária; e, culturalmente morar no meio do mato, em certa época da história, não
era façanha apreciada, como hoje.
Graças às defesas naturais
do Japi, e a cultura de certa época, a floresta Atlântica daqui renasceu após a
2ª Guerra Mundial, conseguindo em sua maior porção, regenerar-se e manter-se em
pé, se auto-sustentando até os dias de hoje.
Lógico que nesses vãos de
possibilidades de conquista/exploração, surgiram mineradoras, silviculturas,
ocupação demográfica, urbanização e todos os malefícios que o homem carrega
consigo, quando demasiadamente exerce e excede o egocentrismo.
Ter estes fragmentos conservados
é o maior indicador físico da necessidade de preservação, constantemente anunciada
pela comunidade científica que pesquisa o Japi, devendo ser compromisso de todos;
poder público e comunidade, em atuação conjunta.
A leitura sobre este bioma
no site www.sosmataatlantica.org.br,
traz um profundo desgosto ao saber que originalmente a Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a
1.315.460 km², estendendo-se ao longo de 17 Estados, e hoje, restou somente 11%
desta floresta, mas, que ainda abriga uma exuberante e rica flora e fauna.
E por conta desta riqueza, é
de alegra-se que sua importância sublime fez com que a UNESCO a referendasse mundialmente
como Reserva da Biosfera.
Na esfera Nacional é
considerada Patrimônio, e o seu dia é 27 de maio, data alusiva de
comemor(ações).
Nesta data, é importante reflexões
das missões/ AÇÕES de resguardar a Mata Atlântica, a Serra do Japi, dentro de
um sistema de gestão de políticas públicas.
O poder público com a incumbência
de garantir instrumentos para preservar áreas da Serra do Japi, santuário da
Mata Atlântica e, a iniciativa privada de gerir suas áreas em prol de preservar
estas Matas.
E juntos, todos cobrar estas
ações, para que em alto e bom som, faça-se jus as estrofes:
“Gigante
pela própria natureza...”;
“Teus risonhos,
lindos campos têm mais flores”;
"Nossos bosques têm mais vida..."
10 maio 2013
MMM - MiNhA MãE MaLu
Mãe
Em um ato de arrancar-me de teu corpo, rompeu-se um elo para
iniciar-se outro.
Eu chorei e não me lembro.
Este outro me aproximara conscientemente de ti e estampava tua
alma em minha alma desnuda, recém-nascida.
E incorporando e tomando corpo, customizei valores do
universo feminino, gênero definido, mas aberta para o mundo do novo que você me
ensinava.
A cada dia sentia o sentido da essência do amor
incondicional, onde creio que somente na maternidade aprende-se, e enlaça a
filha.
Sei que sem querer, tu projetaste em mim teus sonhos, e sem
querer também, não sonhei estes.
Talvez, em alguns dos meus, haja familiaridade com os seus,
outros surgiram a partir de escolhas de ambas, pois desde sempre pra mim, tu
existiu intimamente em meu mundo.
São nossos sonhos!
Você comigo & eu contigo dia após dia, entre cenas e
cenários, protagonizando a história real no plural, nossa história.
Que no contexto ficou exposta a fragilidade da mulher, do
humano, do ser.
Fragilidade esta vivenciada em minha pele também, onde
algumas vezes sem entender, e até mesmo ficando irritada, acabava não te
alcançando, e ao acordar e te alcançar, me via em teu colo, sendo resgatada do
sombrio em apenas um ato de teu afago.
Respirava calma e inspirava aconchego, e de ti vinha todo
amor pra recomeçar.
E nesse labirinto intrincado e intrigante, sustentamo-nos na
memória viva do líquido uterino, compreendendo que neste mundão, entre tantos
outros e entre o tempo que separa, estamos juntas, no tempo que nos une.
Eu aqui e você ai, eu aqui, talvez, a mercê de reproduzir
parte da nossa história ou inovar totalmente, quem sabe? Mas com você na mira
do espelho, para me espelhar e confabular com uma nova geração.
E você ai, vibrando emoções, torcendo com fé e tecendo com
gosto.
Enquanto o novelo desenrola, mais uma vez, em uma mesma
data, estamos juntas. E por mais que tente escrever em prosas, versos o quanto
meu sentimento por ti transborda, borbulha e infla, ainda não consigo concluir
esta façanha nas linhas ou nas entrelinhas.
E, se amar é o superlativo do sentir ao extremo, te amo,
elevado á algum algarismo indefinido no infinito.
Expoente e expondo-me, repito o jargão: “Como é grande meu
amor por você!”
Querer tê-la pra sempre comigo, querer que você esteja
sempre bem, com saúde, alegria, esperança e sorriso no rosto, é o meu mais
profundo desejo dentre o raso do meu alcance.
Somos unidade, lar, família.
Obrigada por ser minha mãe!
Felicidades hoje e sempre!
Com amor eterno, meu eterno amor!
P R P
Filha de Malu Polli
29 abril 2013
Abriu Abril
Abriu-se o mês, e Abril foi recheado
com datas-brindes.
Abriu-se e findando a
primeira quinzena, no marco dia 15, foi o dia do ciclista.
E ser ciclista é pra todos; é
prazeroso; é o abrir-se para a vida em equilíbrio sobre duas rodas; é a
harmonia com espaço e tempo; é sentir o vento; basta abrir-se para o desafio e
partir em um movimento cíclico da curtição de um pedal.
Seus benefícios são
infindáveis! Como mensurar prazer, sentimentos, sensações? Não há fórmula ou
receita, só abrindo, abrindo-se, vivendo e sentindo.
Mas, são abertos e sabidos os
benefícios para a saúde física e mental da prática de um pedal!! Ops... de
vários pedais!!
Sem contar, que abri-se a
janela dos parâmetros ambientais de redução de emissões de poluentes e
melhorias dos impactos nas pegadas individuais de cada qual que adere à bike
como sistema de mobilidade.
No mesmo dia, abriu-se através
de ato legal, o dia Nacional de Conservação do solo, para que se abra reflexões
da importância e da degradação deste recurso natural.
- Sob os pés, nu ou forrageado, pedregoso ou afofado,
arenoso ou argiloso, amarelo ou avermelhado, matéria-prima de tudo que nasce e
respira, produto final do magma, das rochas, dos minerais, metamorfismo e
intemperismo de milhões de anos atrás, 3.000 anos igual a 30 cm de chão a formar, tem-se
muito a abrir e plantar.
Dia 19, dia do índio! De um
povo que abriu muitas trilhas neste país, que já foi a grande massa e hoje estima-se
que há 817 mil índios, o que corresponde somente cerca de 0,4% da população,
segundo dados abertos do Censo 2010.
Dia 22, dia do planeta Terra.
Este planeta azulzinho que tem aproximadamente, 5 bilhões de anos, passou por vários
abril: eras glaciais, terremotos, maremotos e todo tipo de intemperismo; e hoje,
ekos de todos os seres vivos, abertos ou não em suas faculdades mentais, precisa
que a única espécie capaz de destruir sua própria casa, pare e pense rápido em
como romper a engrenagem sistêmica e desequilibrada de mortificar os recursos
naturais que o planeta abre, essenciais para a vida, que em sua maioria não são
renováveis.
E por fim, sem intenções vaidosas, mas como marco para minha
Mãe e para meu Pai, dia 25, nosso dia, dia em que eu abri a janela deste
planeta e aqui estou aprendendo a ser ciclista, a cultivar a terra, a pisar com
respeito no solo, a conhecer as etnias, as culturas e a diversidade, a ser uma e
mais uma, somatizando e comemorando alguns abril.
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